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Acordo de Paz Entre Israel e o Hamas


Registo com enorme satisfação o acordo de paz anunciado esta madrugada ao mundo, no âmbito do conflito armado entre Israel e o grupo terrorista Hamas (LER). Há muito tempo que ambas as partes beligerantes poderiam ter alcançado um entendimento que poupasse as vidas de milhares de pessoas, deliberadamente dizimadas ao longo destes dois dolorosos anos de chacina e sofrimento. Morreram, de forma injusta e desnecessária, milhares de inocentes, e milhões ficaram diretamente afetados por esta bárbara guerra, alimentada por um clima de ódio exacerbado entre palestinianos e judeus (LER)

Nada justificava o traiçoeiro e brutal ataque que o grupo terrorista Hamas perpetrou em Israel no dia 7 de outubro de 2023, episódio que nos chocou profundamente (LER). Este hediondo e macabro atentado ultrapassou todos os limites do bom senso e da razoabilidade, revelando a verdadeira face do Hamas: um movimento terrorista que despreza por completo a vida humana em todas as suas dimensões, repudiando os princípios fundamentais do humanismo e da humanidade. 

Contudo, a resposta do governo de Israel foi também desproporcional à luz do Direito Internacional Público, resultando em inúmeros crimes atrozes contra a humanidade (LER). Não se pode punir um povo inteiro pela conduta criminosa de uma parte da sua população. O governo de Israel, tal como os terroristas do Hamas, matou deliberadamente crianças, mulheres, idosos e homens inocentes. 

Nada disto deveria ter acontecido. Tanto o Hamas como o governo de Israel agiram de forma condenável nestes dois horripilantes anos de guerra, que ceifaram milhares de vidas e deixaram um rasto de destruição sem precedentes em ambos os territórios. Assim como não hesitei em condenar o ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro (LER), também não hesitei em reprovar a resposta violenta e desproporcional de Israel (LER). Creio que cada um de nós deve defender intransigentemente o valor sagrado da vida humana, independentemente das nossas afinidades sociais, políticas, religiosas ou ideológicas. 

Obviamente, “nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade”, exortava o Apóstolo Paulo (2 Co 13:8). E o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo afirmou, de forma manifesta e perentória, que somente a verdade do Evangelho nos libertará da condenação eterna (Jo 8:32). Por isso, devemos pautar a nossa conduta pela defesa firme da verdade e pela promoção da paz entre povos e nações, evitando cair no fanatismo e no radicalismo que em nada contribuem para a convivência pacífica e a verdadeira solução dos conflitos. A paz e a harmonia só se constroem com moderação, diálogo e respeito pelas diferenças — virtudes que, infelizmente, têm faltado nas relações entre palestinianos e israelitas. 

Espero, sinceramente, que este novo acordo de paz agora anunciado possa consolidar-se e prevalecer. Que os reféns israelitas regressem às suas casas e reencontrem os seus familiares e amigos. Que os palestinianos possam retomar a sua vida normal, sem bombas nem morte. E que, acima de tudo, triunfem o perdão, a reconciliação, o amor e a paz entre judeus e palestinianos — para o bem de toda a humanidade. Que assim seja.

Os Horrores da Guerra na Faixa de Gaza

Ninguém pode ficar indiferente com a catastrófica situação humanitária que se vive há muito tempo na Faixa de Gaza. Ninguém que esteja no seu perfeito juízo pode folgar-se com a indiscriminada mortandade das criancinhas palestinianas, mulheres e homens que, diariamente, de forma bruta e sem piedade, morrem perante as bombas e a fome provocada pelo bloqueio israelita. Realmente, nenhum ser humano pode ficar alheado, omitir, consentir ou aprovar a carnificina na Faixa de Gaza e na Cisjordânia que está a ser perpetrada arbitrariamente pelas tropas israelitas (LER)

Levantar ousadamente a voz para denunciar o despotismo, o abuso, a guerra e a matança deliberada dos inocentes palestinianos nas mãos das tropas israelitas é uma questão de bom senso e de razoabilidade. É uma questão de não pactuar com o esmagamento, a injustiça, a impunidade e a ditadura. Denunciar todos estes desumanos horrores da guerra é uma questão de humanismo e de humanidade.  Denunciar os deliberados crimes de guerra e a propagação do mal é, acima de tudo, uma questão de defesa intransigente dos Direitos Humanos. 

Esta monstruosa guerra ultrapassa qualquer tipo de crenças firmadas e status quo. Também ultrapassa as diferentes ideologias, modus vivendi e as mundividências que cada um de nós possa ter sobre a legitimidade, ou não, de uma guerra. Ultrapassa ainda qualquer tipo de querelas políticas e as crónicas disputas territoriais na Terra Santa entre os judeus e palestinianos. Esta vergonhosa guerra ultrapassa todos os pressupostos axiológicos da Carta das Nações Unidas, bem como tudo aquilo que é o mais correcto, sensato, justo, aceitável, tolerável e humano. 

Por isso, é urgente que o mundo inteiro levante a sua voz para travar definitivamente a ocupação israelita na Faixa de Gaza e a escandalosa política dos colonatos na Cisjordânia. É preciso, mais que isso, que o mundo e todos os homens e mulheres de “boa vontade” convirjam num único esforço de, com carácter de urgência, obrigar Israel a cessar imediatamente com a descabida guerra e negociar a libertação dos reféns israelitas que ainda estão nas mãos dos terroristas do Hamas. 

Se na primeira fase da guerra, depois do inesperado massacre que Israel foi vítima por parte dos terroristas do Hamas, culminando na injustificada e horripilante morte de mais de mil inocentes israelitas, fazia todo o sentido que Israel reagisse e defendesse a sua integridade, isto é, responsabilizar os perpetradores desta inenarrável barbaridade humana. A pronta e justa resposta de Israel, no início, tinha a completa justificação legal, política, ética e moral à luz do Direito Internacional (LER)

No entanto, depois de algum tempo, já não fazia sentido continuar teimosamente com a prejudicial guerra, tal como Israel tem vindo a fazer, ignorando todas as evidências e chamadas de atenção de países e entidades internacionais. Continuar ad aeternum com esta mortífera guerra colide frontalmente com todos os princípios e disposições de Direito Internacional, sobretudo o Direito Internacional Humanitário estabelecido nas Convenções de Genebra e os seus Protocolos Adicionais (LER)

Neste momento, não se pode falar da legítima defesa por parte de Israel, tendo em conta a desproporcionalidade abismal do saldo da guerra para ambos os lados. Estamos a caminhar para aproximadamente 60 mil mortes e milhares de feridos palestinianos contra mil e tal mortes e algumas centenas de feridos por parte de Israel. 

Da mesma sorte que não hesitei em condenar publicamente o horripilante massacre do Hamas contra Israel no dia sete de Outubro de 2023 (LER), também não hesito em condenar aqui publicamente a mortífera guerra que Israel está a fazer de algum tempo a esta parte na Palestina, principalmente na Faixa de Gaza, ceifando milhares de vidas e deixando um rasto de destruição incalculável. 

É com bastante dor, e com o coração completamente dilacerado, que tenho estado a acompanhar de perto esta sangrenta guerra sem fim à vista (LER). É com bastante sofrimento e impotência que vejo a apatia, impotência e falta de boa vontade por parte dos actores políticos mundiais para solucionar definitivamente esta assustadora guerra. É, por fim, com bastante dor e coração partido que me tenho curvado diante do nosso Todo-Poderoso DEUS em oração, pedindo-Lhe a urgente ajuda para que acabe com esta loucura mortandade. 

Estão no meu coração todos os inocentes palestinianos que estão a ser diariamente atormentados pelas indiscriminadas bombas dos israelitas. Estão no meu coração todos os Cristãos palestinianos, os meus irmãos na Fé, que estão desesperados, com perdas humanas dos seus entes familiares e amigos. Estão no meu coração todas as inocentes vítimas de forma directa e indirecta desta maldita guerra – tanto do lado judeu como do lado palestiniano –, especialmente as vítimas mortais de ambos os lados. 

É impreterível acabar com esta terrifica guerra que não é benéfica para ninguém. Acabar com esta mortífera guerra, que não é proveitosa para as partes beligerantes e também para o mundo em geral. É extremamente importante acabar com esta hedionda guerra para, desta forma, o mais rapidamente possível, libertar todos os reféns israelitas que ainda estão no cativeiro do Hamas na Faixa de Gaza. Só cessando esta guerra se poderá abrir caminho para a libertação dos pobres reféns israelitas e a tão almejada paz naquela conturbada região do globo. 

Em suma, é importante acabar com a guerra para poupar vidas e, consequentemente, cessar os tremendos horrores humanitários que se vivem na Faixa de Gaza há muito tempo. Esta interminável e abominável guerra é uma autêntica desumanização e vergonha para toda a humanidade. E deve acabar já para o bem de todos! 

Irão: Um Estado Patrocinador do Terrorismo


A República Islâmica do Irão é um estado que promove, patrocina e dissemina o terrorismo pelo mundo, sobretudo no Médio Oriente. Está, desde a teocrática revolução de 1979 dos aiatolas, indissociavelmente ligado ao terrorismo. Tanto que, por esta razão, não hesita em financiar deliberadamente os grupos terroristas para espalharem o terror e instaurar um regime subversivo e anárquico no Médio Oriente (veja-se, por todos os exemplos, o caos que se vive no Iémen, na Síria, no Iraque e na Cisjordânia). É o Irão que financia monetariamente e com armamentos o grupo terrorista Hezbollah, Houthis, Hamas, etc., com o intuito de impor pela força armada o seu xiismo radical e, desta forma, afirmar a sua hegemonia regional no já conturbado Médio Oriente. 

Com base neste tresloucado desiderato ideológico-nacional persegue, saqueia, golpeia e mata sem piadade milhares de pessoas em nome deste descabido ideal político-religioso, criando sedições entre países, sociedades e povos em especial. O Irão é um estado que patrocina o terrorismo. Gasta rios de dinheiro para fazer valer o terrorismo nos países que considera seus adversários para desestabilizá-los e, consequentemente, controlá-los. Por isso, o premeditado, belicoso e perigoso ataque que lançou há uma semana contra as cidades israelitas enquadra-se nesta implacável lógica de implementação do terror no Médio Oriente do tirânico regime persa. Aliás, o Irão considera Israel o seu primeiro e arqui-inimigo que deve ser completamente eliminado do mapa (matar todos os judeus da face da Terra, bem entendido). Este odioso discurso foi reiteradamente afirmado pelos líderes iranianos ao longo dos anos e continua presente até à data presente. 

A “promessa honesta” do Irão contra Israel no sábado, bombardeando indiscriminadamente as cidades judias com mais 300 bombas, nomeadamente com os drones, misseis cruzeiros e balísticos, visava criar profundas perdas – tanto humanas como materiais – ao povo hebreu. Felizmente, graças à imprescindível ajuda dos EUA, Inglaterra, França, Jordânia, e também da própria robustez da capacidade ante-a érea de Israel, conseguiu-se controlar todos estes bombardeamentos maciços e não houve nenhuma morte ou danos assinaláveis. Graças a DEUS (LER)

Israel, a meu ver, não precisava retaliar o Irão, tal como fez há três dias, não obstante a gravidade do ataque deste no seu território. Esta retaliação não alterou praticamente nada em termos objectivos, antes pelo contrário podia perfeitamente contribuir para escalar ainda mais a situação no terreno. Neste momento, Israel tem de focalizar unicamente no cessar-fogo, resgatar os seus reféns ainda presos na Faixa de Gaza e, por fim, resolver definitivamente o seu conflito armado com o Hamas para o bem-estar de todos. Eis a minha humilde opinião. 

O Meu Coração Está Com o Sofrido Povo Palestiniano

Eu, Térsio Vieira, e mais duas crianças palestinianas na cidade de Hebrom, Cisjordânia, em Março de 2013.       


É com o coração dilacerado que tenho estado a acompanhar os bombardeamentos indiscriminados na Faixa de Gaza pelas tropas israelitas, vitimando milhares dos inocentes, sob pretexto de “eliminar” completamente os terroristas do Hamas. O mal não se combate praticando um outro mal. O mal combate-se com o bem. 

É verdade que nada justificava os atentados macabros do Hamas perpetuado no dia 07 de Outubro do ano passado no território israelita, que ceifou vidas de inúmeros inofensivos judeus e de outras nacionalidades (LER). É verdade que este acto ignóbil, bárbaro e deliberado do Hamas configura um flagrante desrespeito pela vida humana (LER). É verdade ainda que Israel, à luz do Direito Internacional, tinha todo o direito de se defender por legítima defesa pelo traiçoeiro e sanguinário ataque que sofreu por parte dos terroristas do Hamas (LER)

No entanto, esta legítima defesa não pode esvaziar o Direito Internacional Humanitário contemplado na Convenção de Genebra e, muito menos, a legitima defesa ser manifestamente desproporcional com a agressão sofrida. A verdade é que, desde início da invasão da Faixa de Gaza, as autoridades israelitas não têm respeitado estes postulados axiológicos da Carta das Nações Unidas, optando por via de confrontação da Comunidade Internacional, não obstante os reiterados apelos e pressões constantes dos países para que Israel protegesse os civis palestinianos, sobretudo que cessasse o conflito armado, e negociasse a libertação dos seus reféns que estão ainda nas mãos dos terroristas do Hamas. 

Da mesma forma que não hesitei em condenar o hediondo acto do Hamas para com Israel, também não deixarei de condenar a mortandade promovida pelas autoridades israelitas nos territórios palestinianos. Estão a matar, de forma indiscriminada e sem piedade, os palestinianos. Não podemos fechar os olhos com as chocantes imagens que nos chegam todos os dias da Faixa de Gaza. Estão a morrer civis inocentes que não mereciam morrer. A começar, desde logo, por bebés, doentes, mulheres, idosos, mulheres e homens. São seres humanos como nós, independentemente das suas origens e crenças. É imprescindível, com carácter de urgência, terminar com este desumano derramamento de sangue, libertar os reféns israelitas e negociar a paz para o bem-estar de todos. Todo o povo palestiniano não pode ser esmagado pela barbaridade do Hamas. É uma questão de bom senso e da razoabilidade, ou melhor, é uma questão do humanismo e humanidade. 

Sou, tal como oportunamente manifestei aqui publicamente, um convicto sionista (LER). Rejeito qualquer tipo de antissemitismo. Julgo que Israel merece ser protegido contra os hostis países do Médio Oriente que, a todo o custo, querem a sua aniquilação total. Há um ódio declarado dos países circunvizinhos para com Israel o que, em circunstância nenhuma, não posso subscrever. Agora, uma coisa é ser pró-Israel. Outra coisa, e bem diferente, é apoiar cegamente Israel, mesmo quando não está certo. Sim, sou defensor acérrimo de Israel, mas muito mais defensor da Verdade, pois só a Verdade libertar-nos-á, já dizia o Senhor Jesus Cristo (Jo 8:32). E a única e exequível verdade neste momento é a de Israel cessar a guerra e negociar um cordo de paz, com vista a formação do estado palestiniano.  Sou apologista da existência do estado palestiniano, sobretudo no que toca à sua coexistência pacífica com o estado hebreu, sem este contudo abdicar da parte dos territórios que actualmente ocupa, especialmente na cidade de Jerusalém. 

Visitei Israel e Palestina alguns anos atrás onde constatei in loco as tremendas rivalidades existentes e existenciais entre ambos, mormente o manifesto ódio que os dois povos nutrem um pelo outro (LER). Marcou-me profundamente a mundividência e idiossincrasias tanto dos judeus como dos palestinianos (LER). Estes estão completamente desprovidos dos elementos básicos de sobrevivência, vivendo num limiar da pobreza aviltante que não deixa qualquer pessoa indiferente. Foi neste contexto humilde que conheci pessoas fantásticas que abençoaram a minha vida e das pessoas que estavam comigo na viagem. Lembro-me, particularmente, da família Cristã Abu Sa'id que foi muito acolhedor, cordial e simpático connosco durante a nossa estadia na Cisjordânia. 

Há ainda, tal como a família Abu Sa'id, milhares de Cristãos palestinianos que estão neste momento a sofrer com efeitos colaterais e nefastos da guerra na Faixa de Gaza. O meu coração está com o sofrido povo palestiniano em geral, especialmente com estes nossos irmãos na fé Cristã que certamente alguns já perderam a vida e outros os seus ente-queridos. Que o nosso Todo-Poderoso DEUS console as almas destas pessoas e renove as suas esperanças unicamente Nele, principalmente que faça terminar a guerra e restaure definitivamente a paz para o bem-estar dos dois povos vizinhos. Que assim seja. 

O Conflito Armado à Luz do Direito Internacional


O mundo em que vivemos está cheio de conflitos e de infindáveis guerras. Vemos guerras em todo o lado, circunscrições, dimensões e relacionamentos.  E estas guerras acabam sempre por criar ainda mais o abismo de separação entre pessoas, povos e países em geral, ceifando vidas de milhares e milhões de pessoas em todo o mundo, deixando um rasto de destruição incalculáveis. 

A pertinente questão que se coloca é: podemos considerar uma guerra como sendo justa? Eis a grande questão que nos interpela, que procurei humildemente responder neste podcast à luz do Direito Internacional. 

O Ódio Declarado Entre os Judeus e Palestinianos


O conflito israelo-palestiniano vai muito além do que um mero reconhecimento e a formação de dois estados na Terra Santa. É um problema de visceral ódio declarado entre ambos os povos, sobretudo dos palestinianos para com os israelitas, que vai germinando em sucessivos conflitos violentos e com perdas infindáveis de vidas humanas nos dois lados da barricada. Os judeus detestam completamente os palestinianos e os palestinianos, por sua vez, odeiam manifestamente os judeus – por causa das significativas conquistas territoriais que estes alcançaram com as sucessivas intifadas ao longo das décadas e, concomitantemente, a sua intransigente política de colonatos na Cisjordânia, tendo em conta o falhanço do acordo de paz que foi assinada em 1993 no famoso “Acordos de Oslo”. 

A meu ver a fundação do estado palestiniano é uma questão meramente secundária neste momento. Ela não é propriamente crucial e determinante na resolução cabal do conflito em questão, diferentemente da visão tautológica e equivocada propalada pelos vários analistas e comentadores políticos. Desde 1993, até à data presente, houve uma mutação significativa no diferendo em torno da disputa territorial entre os judeus e palestinianos na Terra Santa. 

Admitamos até que o cerne do problema seja apenas a criação do estado palestiniano e a sua coexistência pacifica com Israel, tal como é defendido pela generalidade dos países e pelas Nações Unidas em particular: com que critérios tal se efectivaria? Quem ficaria com os lugares sagrados que são essencialmente afectos aos dois povos? A cidade de Jerusalém seria de quem, afinal? Israel, em circunstância alguma, abdicará do controlo pleno de Jerusalém e de considerá-la o seu capital político. Da mesma sorte, a Palestina jamais aceitará ser um país sem, no mínimo, poder contar com Jerusalém como sendo o seu capital político. Aliás, por causa da partilha de Jerusalém firmada nos Acordos de Oslo fizeram com que Yitzhak Rabin, o então Primeiro-ministro de Israel, foi friamente assassinado no ano seguinte por um extremista judeu. 

O grande impasse para formação do estado palestiniano tem a ver mormente com a disputa territorial de Jerusalém por ambos os povos. A cidade de Jerusalém representa tanto para os judeus como para os palestinianos. A resolução das Nações Unidas, que é acolhida por um leque de países, considera Jerusalém como neutra, ou seja, de ninguém, podendo simultaneamente ser partilhada pelos judeus e palestinianos, salvaguardando a liberdade de culto para a três religiões monoteístas, nomeadamente os judeus, Cristãos e islâmicos. No entanto, há muito tempo que esta posição das Nações Unidas não é bem acolhida pelas partes beligerantes, que reclamam exclusivamente o controlo efectivo da Cidade Santa. 

Por razões de força política, diplomática e armada, Israel tem conseguido manter em sua posse o domínio completo de Jerusalém. As coisas complicaram ainda mais por parte dos palestinianos quando administração americana decidiu em 2017 transferir a sua embaixada de Telavive para Jerusalém, reconhecendo assim unilateralmente Israel como sendo o dono peculiar da Cidade Santa. Uma decisão, igualmente, seguida por numerosos países aliados dos EUA, reduzindo cada vez mais a influência dos palestinianos na mítica cidade. 

Estive há dez anos no Médio Oriente, concretamente em Israel e nos territórios palestinianos, procurando inteirar-me da melhor forma possível do diferendo entre as disputas territoriais entre os judeus e palestinianos. A conclusão a que cheguei é que jamais haverá, aos olhos humanos, a tão almejada paz entre os israelitas e os palestinianos. 

Há muitos factores que concorrem e convergem para obstar significativamente ao entendimento entre os dois povos, nomeadamente a diferença ideológico-política, o fundamentalismo religioso que caracterizam ambos os povos, o preconceito generalizado e a conotação negativa que cada um tem do outro. São factores determinantes e desestabilizadores na consolidação do processo de paz naquele conturbado território do mundo. 

O Terrorismo Macabro do Hamas

O catástrofe humanitário que se vive neste momento em Israel e na Faixa de Gaza é da inteira responsabilidade dos terroristas do Hamas. Milhares de pessoas que perderam a vida são da inteira responsabilidade do Hamas. Esta monstruosa guerra foi provocada unilateralmente pelo Hamas. O Hamas que é o agressor neste sangrento conflito e Israel é a vítima. Foi o Hamas que atacou violentamente Israel, matando de forma macabra as crianças, os jovens, os idosos, as mulheres, os homens e os civis em particular. É o Hamas que carregará sangue de todas estas vidas perdidas – inutilmente – e das que ainda vão certamente morrer ao longo deste conflito armado de ambos os lados. 

O Hamas é um grupo fundamentalista, extremista e terrorista, que não valoriza o primado da vida humana. Não tem valores da civilização e da civilidade. Vive promovendo o ódio, a guerra, o terror e o derramamento do sangue. Tanto que, por esta razão, assim que teve a oportunidade pelo descuido dos serviços secretos de Israel, não hesitou em empregar os métodos mais hediondos para fazer valer a sua pretensão. Em consequência disso, disparou, decapitou e queimou friamente pessoas inofensivas, sobretudo as pobres criancinhas judias, deixando um horripilante rasto de destruição sem precedentes em Israel. Milhares de pessoas foram barbaramente mortas, sem dó nem piedade, apenas por serem sionistas. 

O despoletar desta guerra é da exclusiva responsabilidade do Hamas, independentemente da convicção a que cada um de nós possa ter sobre a já longa crise israelo-palestiniana. Se não fosse este cruento ataque premeditado do Hamas não estaríamos agora assistir as chocantes imagens de massacres dos civis, bombardeamentos indiscriminados, destruições de várias ordens e de mortandade em larga escala, que nos deixam completamente impotentes perante tais tamanhas devastações. O Hamas, sem qualquer tipo de dúvida ou justificação, para grande tristeza nossa, é o único culpado por toda esta tragédia humanitária. 

A Impiedade do Ser Humano


É com o coração dilacerado que tenho estado a acompanhar a barbárie que chega de Israel através dos media. A carnificina promovida pelo grupo terrorista Hamas, contra os inofensivos civis judeus, ultrapassa todos os limites do bom senso e da razoabilidade. Ultrapassa os valores do humanismo e da humanidade. Não há razão, por mais que seja manifesta, que possa legitimar matar indiscriminadamente civis, inclusive pessoas inocentes. Instaurar um clima de terror nunca é solução plausível para resolver os problemas de fundo, antes pelo contrário, contribui ainda mais para agravar o diferendo e radicalizar as posições. A guerra só traz o desgosto, o sofrimento e a matança. 

Lamento profundamente este derramamento de sangue deliberado promovido pelo Hamas contra a nação israelita e o seu território Israel. Lamento, igualmente, de forma profunda, pelas pessoas que perderam a vida de ambos os lados do conflito e, seguramente, vão continuar a morrer inocentes nas próximas horas, dias, semanas e meses. Oro para que o Todo-Poderoso DEUS possa derramar a paz nos corações dos homens e mulheres que têm um papel importante e determinante neste conflito, com vista a minimizar os efeitos devastadores que uma guerra sempre comporta. Estou completamente solidário com o povo judeu. 

A Força da Verdade


Registo com enorme satisfação a intrépida e sábia decisão da administração americana de transferir a sua embaixada de Telavive para Jerusalém, reconhecendo assim unilateralmente Israel como sendo dono peculiar da mítica Cidade Santa (ALI) e (AQUI). Eu sei que nos dias que correm está bastante na moda defender a causa palestiniana, mesmo quando se desconhece absolutamente a génesis da renhida disputa territorial entre os dois povos. No entanto, não temos o direito de escamotear a verdade histórica para fazer valer a todo o custo as nossas opções preferenciais. 

Desde logo, a nação israelita precede a nação palestiniana, tal como o Judaísmo antecede de longe o islamismo. Este só teve início depois de Cristo, isto é, no século VII com a presumível "hégira" de Maomé de Meca para Medina, em 622. Ao passo que aquela já existia desde tempos imemoráveis. Antes de ter sido escrito o apócrifo livro de alcorão ou erguida a esplanada das mesquitas, o Monte de Sião, que representa o centro nevrálgico de Jerusalém, já era um lugar do culto e sagrado para os judeus – a Cidade do DEUS vivo referenciada incontáveis vezes no Antigo e no Novo Testamento. É a parte mais importante da "Terra Prometida". Foi ali que o rei Salomão construiu o primeiro Templo no século X a. C., posteriormente destruído durante o cativeiro babilónico em 609 a. C., dando depois sequência à sua reconstrução primeiramente por Zorobabel no séc. VI e depois remodelado no século I a. C. por Herodes o Grande, respectivamente. É ali, da mesma sorte, que jazem os restos mortais do patriarca David e do seu filho Salomão (1 Reis 2:10-11; 11:42-43), bem como várias proeminentes figuras hebraicas e famosos monumentos do Judaísmo e do Cristianismo. A "Via Dolorosa", ou vulgarmente conhecida pelos Católicos por "Via-Sacra" (o sofrido percurso da Paixão de Cristo até Gólgota), atravessa todo este centro histórico de Jerusalém. Tanto o lugar onde o Senhor Jesus Cristo foi crucificado, o Santo Sepulcro, o Monte de Sião, Muro das Lamentações e o Cenáculo ficam todos circunscritos em Jerusalém. Há provas irrefutáveis desta afirmação que consta das Sagradas Escrituras e nos templos que foram erguidos nestes importantes lugares de culto, que ainda hoje atraem peregrinos e forasteiros de todo o mundo. 

Por isso, é um facto notoriamente indesmentível que aquelas delimitações territoriais e toda a cidade de Jerusalém foram e são afectos aos judeus desde os primórdios. Afirmar o contrário, tal como arbitrariamente alguns presunçosos pró-palestinianos estão a fazer, consubstancia uma flagrante adulteração da História e um indecoro de lamentar. Isto porque, em abono da verdade, os palestinianos somente se apoderaram do vasto território da Terra Santa séculos ulteriores, depois da destruição de Jerusalém, pelo império romano nos anos 70 e 135 da nossa era, expulsando a generalidade dos nativos judeus da sua própria pátria. Mesmo nestes cenários humilhantes e bastante cruéis, somando o anti-semitismo e o holocausto nazi da Segunda Guerra Mundial, o resiliente povo hebreu não se vergou à opressão. Graças a DEUS e aos significativos esforços políticos de mulheres e homens de boa vontade, mormente de Theodor Herzl, Arthur James Balfour e David Ben Gurion, os israelitas voltaram a reconquistar a sua Terra, em 1948, tornando-se assim uma nação livre, independente, democrática, próspera e uma das maiores potências económico-militares do conturbado Médio Oriente. Uma proeza inigualável e inexplicável do ponto de vista político-diplomático. Israel, em suma, existe pela força da verdade e vai continuar sempre assim para infelicidade de todos os anti-semitas. 

O Triunfo do Ódio


O conflito Israelo-palestiniano vai mais além do que o mero reconhecimento e a formação de dois estados na Terra Santa. É um problema de profundo ódio declarado entre ambos os povos, especialmente dos palestinianos para com os israelitas, por causa das significativas conquistas territoriais que estes alcançaram com as sucessivas Intifadas e, concomitantemente, a sua intransigente política de colonatos na Cisjordânia. 

A meu ver a fundação do estado palestiniano é uma questão secundária e não propriamente determinante na resolução do conflito, como eradamente muitos julgam. Admitamos até que o cerne do problema seja a criação do estado palestiniano: com que critérios tal se efectivará? Quem ficaria com os lugares sagrados que são visceralmente afectos aos dois povos? Um berbicacho complexo de resolver. 

Estive há dois anos no Médio Oriente, concretamente em Israel e nos territórios Palestinianos (AQUI e ALI), procurando inteirar-me melhor do diferendo em apreço e a conclusão a que cheguei é que jamais haverá, aos olhos humanos, a almejada paz entre os Israelitas e os Palestinianos. Há muitos factores que concorrem para obstar ao entendimento entre os dois povos, nomeadamente a diferença ideológico-política, o fundamentalismo religioso que caracteriza ambos, o preconceito generalizado e a conotação negativa que cada um tem do outro, são todos factores desestabilizadores na consolidação do processo de paz naquele conturbado território.