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A Paz do Senhor Jesus Cristo Num Mundo de Permanentes Guerras

Vivemos num mundo perverso e decadente a todos os níveis. Um mundo completamente hostil, violento, perigoso e belicoso. Um mundo onde prolifera abundantemente a desgraça, a maldade e a malignidade. Um mundo, acima de tudo, descaracterizado da verdadeira essência do humanismo e da humanidade. Tanto que, por esta razão, para grande infelicidade nossa, estamos ininterruptamente a viver num clima de constante tensão, de intimidação, de ódio, de perseguição, de confrontação, de violência e de guerras. Há guerras em todas as circunscrições e limítrofes. As guerras fazem parte do cardápio do ser humano, infelizmente. Todo o mundo está cercado de situações de rupturas, ameaças e de guerras – tanto numa perspectiva lato sensu como stricto sensu. Há guerras entre os países, guerras entre as sociedades, guerras no seio familiar, guerras entre pessoas e particularmente com elas. Os países atacam-se mutuamente, violando deliberadamente os acordos bilaterais, multilaterais e tratados internacionais solenemente firmados; as sociedades estão em conflitos intermináveis, repercutindo negativamente nos relacionamentos interpessoais e de familiaridade. Vivemos num mundo hostil e de constantes guerras, para desgraça de todos nós (OUVIR)

A guerra traduz a ausência de paz. Há um défice acentuado da paz na convivência dos seres humanos. O mundo não pode viver holisticamente na virtude do amor, do perdão, da tolerância, da harmonia e da fraternidade. O mundo está completamente possuído pelo poder das trevas, estando assim desencontrado com os caminhos da paz e liberdade. O mundo não pode oferecer uma paz consistente, plena e duradoura no curso do tempo, porque carece dela. A paz que o mundo oferece é precária, interesseira, limitada, efémera e finita. É uma paz que assenta sobretudo nos pressupostos manifestamente egocêntricos e equivocados, despida dos sublimes Princípios e Valores Divinos. Há uma sistemática violação da paz no mundo em que estamos submergidos. A depressão, o ódio, a traição, a violação, a violência, o homicídio e o suicídio são o resultado intrínseco e a confirmação inequívoca da falta de paz no nosso decaído mundo. 

A partir do momento em que o ser humano está desprovido da paz no seu coração este défice acentuado abre as portas para as mais chocantes e inauditas aberrações no seu comportamento, que se vão traduzindo na maldade e malignidade. Passamos assim, a fortiori, a viver numa autêntica selva – e com as séries implicações humano-antropológicas que isto representa na convivência saudável entre as nações e pessoas em geral. Não há respeito e consideração. Não há compreensão e empatia. Não há tolerância e solidariedade. Não há amor e perdão. Não há fraternidade e harmonia. Não há, por fim, empatia e solidariedade. Esta dura realidade é transversal aos países, culturas, sociedades, famílias, pessoas e relacionamentos. 

Tanto que, por esta razão, há uma tremenda violação e violência no nosso mundo. As pessoas usam-se umas às outras sem dó nem piedade. Abusam-se umas das outras, sem o mínimo de primor e pudor. Maltratam-se umas às outras sem qualquer tipo de peso de consciência. Violam-se umas às outras. Descartam-se umas às outras. Matam-se, na pior das hipóteses, se for possível, umas às outras, para satisfazerem os seus insaciáveis caprichos censuráveis. Ninguém respeita os acordos, os contratos e as convenções pré-estabelecidas. Há sempre, na generalidade de situações, aproveitamento, inveja, odio, traição, inimizades, conflitos e intermináveis guerras. Todos estes cancros humano-sociais são resultados inequívocos da ausência da paz no empedernido coração do ser humano (LER)

Apesar de toda esta patente depravação que abafa e prolifera de forma galopante no mundo, com a encarnação do Senhor Jesus Cristo, a palavra paz passou a ganhar o mais elevado significado teológico e teleológico. A começar, desde logo, com o jubiloso anúncio da grande multidão de milícia celestial que entoava alegremente “glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lc 2:13-14). E, ainda, nos momentos precedentes a ascensão do Senhor Jesus aos céus, Ele encorajou os seus discípulos com as afectuosas palavras de determinação e perseverança: “deixo-vos a paz, a minha paz vos dou” (Jo 14:27). A paz que, em última instância, sem dúvida, traduz a presença constante do Espírito Santo na vida daqueles que verdadeiramente “nasceram de novo”. 

Tanto na encarnação do Senhor Jesus Cristo como na Sua glorificação enceraram com a palavra paz. Por isso, durante todo o Seu ministério terreno, Ele proclamou incessantemente a paz sem fazer excepção de pessoas (Ef 2:17), confirmando assim pelo Seu impoluto testemunho de vida ser o “Príncipe da Paz” (Is 9:6). O Senhor Jesus Cristo não presenteou os pobres pastores e a Humanidade em geral com nada que não fosse a paz (Lc 2:14), emanada pelos anjos e personificada na Sua humilde manjedoura (Lc 2:10-12). Da mesma sorte, o único legado que Ele deixou aos seus discípulos, aquando da Sua assunção aos céus, foi a mesma paz de DEUS (Jo 14:27). É uma paz que consegue na perfeição preencher plenamente todo o vazio do ser humano e, concomitantemente, despertá-lo para os sublimes Princípios e Valores da vida devotada e consagrada. Cristo, sustenta o Apóstolo Paulo para reforçar esta clara verdade salvífica, “é de facto a nossa paz” (Ef 2:14). 

A verdadeira paz envolve, em última instância, a reconciliação com o Todo-Poderoso DEUS, connosco e com o nosso próximo (2 Co 5:18-19). E esta paz somente o Senhor Jesus Cristo pode proporcionar, através do Espírito Santo. É uma paz que preenche na íntegra todos os anseios da alma, vazios existenciais e carências do ser humano, aplacando qualquer tipo de deriva belicosa e ímpetos malévolos. Habilita a pessoa a reconciliar-se consigo, com tudo o que está à sua volta, e simultaneamente conferindo-lhe uma vida plena, bem-sucedida, realizada e feliz. Esta paz transcende, em larga escala, todos os arbítrios do ser humano e projecta-lhe para o Eterno Jeová (Fl 4:7). É uma paz que o Senhor Jesus Cristo outorga gratuitamente para todos aqueles que depositam inteiramente a sua fé Nele. É uma paz totalmente diferente da paz precária que o mundo oferece. A paz de DEUS é o único antidoto exequível e ideal para extrair todos os cancros do ser humano, proporcionando-lhe a plenitude, a harmonia e a felicidade eterna (LER)

O nosso mundo está bastante descrente, corrupto, conflituoso, belicoso e na deriva espiritual, porque teima em declinar a maravilhosa paz do Senhor Jesus (Is 55:1-13), preferindo refugiar-se nas efémeras ilusões que não proporcionam uma vida bem-sucedida e feliz. A paz de DEUS está visceralmente ligada à harmonia, ao amor, ao gozo, à bondade, à esperança e à herança da vida eterna. Ela é a manifestação visível do fruto do Espírito Santo na vida dos eleitos filhos de DEUS (Gl 5:22), conferindo-lhes as infalíveis garantias das Bem-aventuranças eternas (Mt 5:1-12). 

A conflitualidade existente nos relacionamentos entre os países, instituições, sociedades, famílias e pessoas em geral, gerando um número interminável de guerras, deve-se exclusivamente à inexistência da paz de DEUS no mundo. A paz de DEUS é o único antídoto indispensável para sarar as profundas feridas, mágoas, traumas, ódios e inimizades que grassam no coração do ser humano que este herdou do pecado original. Aqueles que aceitaram de bom grado o Senhor Jesus Cristo nas suas vidas têm graciosamente esta salvífica paz e vivem-na plenamente no seu percurso de vida diário, através da manifestação de reconciliação, amor, perdão, misericórdia e paz para com o próximo. Ela é marca visível do Espírito Santo na vida dos eleitos filhos de DEUS e a confirmação da nossa salvação em Cristo Jesus (2 Co 5:17). 

No entanto, esta paz Divina não traduz necessariamente ausência de problemas e contradições na vida dos filhos de DEUS. Somos susceptíveis de passar por grandes dificuldades, adversidades e infortúnios. Esta paz apenas habilita-nos a encarar os desafios da vida, com fé, mansidão e esperança nas infalíveis promessas da vida eterna. Por outras palavras, não vivemos obcecados com a momentânea e corrupta glória deste mundo, porque a glória do mundo é passageira. Sic transit gloria mundi, já formulava há séculos o monge Tomás de Kempis. 

Os nossos horizontes e legítimas expectativas estão unicamente firmados nos valores do Evangelho e na nossa Pátria Celestial. Não andamos em permanentes frustrações, desânimos, tristezas, depressões, vícios, não obstante os reveses que possamos enfrentar no nosso quotidiano. Muitas são as aflições do justo, escrevia o salmista, mais de todas o SENHOR o livra (Sl 34:19). Temos a paz de DEUS que preenche completamente a nossa vida, dando-nos um sentido positivo na forma de estar e encarar os elevados desafios da vida em particular, e do mundo em geral. 

O mundo fala de forma reiterada de paz, mas está desprovida dela. Proliferam inimizades, ódios, guerras e matanças, por causa da ausência de paz no coração do ser humano. Só a paz do Senhor Jesus Cristo, a verdadeira paz, pode realmente criar um mundo mais harmonioso, justo e fraterno. A paz do Senhor Jesus é diferente da paz do mundo em todos os aspectos. A paz do mundo é conveniente, parcial, frágil e limitada no curso do tempo, uma vez que exigem sempre contrapartidas egocêntricas na sua manutenção que, muitas das vezes, são irrealistas do ponto de vista objectivo. Ao passo que a paz do Senhor Jesus Cristo é plena, justa, perfeita e perpétua. Ela é, acima de tudo, a presença de DEUS e galardoadora das Bem-aventuranças eternas. 

O Senhor Jesus Cristo, prestes a terminar o Seu importante sermão de antecipação pelas coisas futuras que acontecerão no mundo, depois da Sua gloriosa ascensão aos céus no capítulo 14 do Evangelho s. João, com vista a reforçar ainda mais a fé dos seus amados discípulos, fez questão de adverti-los preventivamente daquele que domina este mundo que, nas outras versões bíblicas, é apelidado de “príncipe deste mundo” (Jo 12:31). Aquele que domina o mundo está quase a chegar, exortava peremptoriamente o Senhor Jesus Cristo (Jo 14:30). Ele já chegou ao mundo há muito tempo, com todas as forças do mal, e domina os que vivem na desobediência e rebelião contra DEUS (Ef 2: 2; Cl 3:6; 2 Co 4:4). 

Quem é o príncipe deste maligno mundo? O príncipe deste mundo é o ser mais nauseabundo e execrável que existe no universo chamado diabo. Também conhecido como o grande dragão, satanás, lúcifer (Is 14:12-15; Ez 28:14-17), belzebu (Mt 12:24), o acusador (Ap 12:10), o pai da mentira (Jo 8:44), o príncipe das potestades do ar e dos demónios ou antiga serpente (Ef 2:2). O Apóstolo João sustenta que “ele é a antiga serpente, aquele a quem chamam Diabo e Satanás, o sedutor de toda a gente. Ele e os seus anjos foram atirados para a Terra” (Ap 12:9). 

O diabo é o ladrão que veio somente roubar, matar e destruir (Jo 10:10). Segundo o Apóstolo Paulo, ele é “o deus deste mundo que cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2 Co 4:4). O nosso Senhor Jesus Cristo qualificou-lhe, de forma peremptória, como “homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8:44). Na mesma esteira do pensamento, o autor sagrado vai ao ponto de considerar que “o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo” (1 João 3:8). 

Tanto que, por esta razão, somos manifestamente exortados pelas Escrituras Sagradas a não darmos lugar ao diabo (Ef 2:27), antes pelo contrário sujeitando-se, pois, em plena obediência, a DEUS, resistindo firmemente ao diabo, e ele fugirá de nós (Tg 4:7). Devemos revestir-nos de toda a armadura de DEUS (Ef 6:10-18), para que possamos estar firmes contra as astutas ciladas do diabo, “porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais (Ef 4:11-12). Cumprindo na íntegra com estas salutares disposições bíblicas, o nosso DEUS de paz não tardará a esmagar satanás debaixo dos nossos pés (Rm 16:20). Por outras palavras, o diabo já foi esmagado na Cruz do Calvário e completamente derrotado pelo nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (Cl 2:15; Ap 20:2-3;10). Aleluia! 

O diabo domina o mundo, juntamente com todos os demónios que estão ao seu serviço maquiavélico para implementar a discórdia, a guerra, a violência, o terror, a matança e a destruição no mundo. Ele é o “príncipe” no pior sentido do termo, isto é, no sentido maligno e funesto. O diabo é o príncipe de todo o engano, falsidade, mentira, traição, ganância, soberba, prostituição, crueldade, matança, desumanidade, depravação, maldade e malignidade. Ele é ainda o príncipe das potestades do ar (Ef 2:2), da mentira, do ódio, da corrupção, da traição, da vingança, da carnificina, do caos e de todo o tipo de pecado existente e reinante no mundo inteiro, bem como o príncipe das trevas e da morte (Ef 6:12). O diabo domina tudo o que é asqueroso, hediondo, mau, macabro e trágico. Ele é o príncipe da impiedade, da maldade e do mundanismo. Domina os demónios caídos, que estão ao seu serviço maligno, e também os pecadores que resistem deliberadamente a graça redentora do Senhor Jesus Cristo, vivendo deliberadamente na perversidade, na ofensa e no pecado. O diabo domina o mundo com o poder das trevas e da morte, tendo como finalidade última destruir a Humanidade inteira. 

O diabo domina este perverso e decadente mundo, juntamente com todos os demónios e filhos da perdição, que estão ao seu serviço maquiavélico para implementar o caos e a destruição, insistimos. Mas, atenção, importa ainda salientar que o diabo domina o mundo, contudo não domina o nosso Todo-Poderoso DEUS e a Sua soberania. Também não domina o Senhor Jesus Cristo, o Espírito Santo, a Santa Igreja de Cristo e, tão pouco, domina os eleitos filhos do nosso Eterno JEOVÁ. O Senhor Jesus Cristo venceu o diabo na Cruz do Calvário (Gn 3:15; Jo16:33), dando-nos igualmente o poder de vencê-lo na força do Espírito Santo e todos os seus demónios (Mc 16:17; Lc 10:19). 

Subscrevo na íntegra as sugestivas e inspiradas palavras de Hernandes Dias Lopes quando afirma que “Cristo venceu o mundo e o diabo (Jo 12.31), e Satanás não tem poder sobre ele. Não há nada em Jesus Cristo que o diabo possa controlar. Uma vez que estamos “em Cristo”, Satanás também não pode controlar nossa vida. Nem Satanás nem o mundo podem perturbar nosso coração”. 

Somos blindados por DEUS, através do Espírito Santo nas nossas vidas. O Espírito da verdade que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece. Ele está connosco e habita nos nossos corações, razão pela qual O conhecemos (Jo 14: 17). Ele ensina-nos tudo e faz com que recordemos tudo o que o Senhor Jesus Cristo outrora instruiu aos seus discípulos (Jo 14:26). Convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo (Jo 16:8).  Guiar-nos-á sempre em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e nos anunciará o que há de vir (Jo 16:13). O Espírito Santo, em suma, é o penhor da nossa salvação em Cristo Jesus (Ef 1:14). Louvado seja DEUS! 

Não ficaremos desamparados no mundo e entregues à nossa sorte. O Senhor Jesus Cristo foi para a Sua excelsa glória, depois ter sido crucificado, morto e ressuscitado ao terceiro dia, apresentando-Se com provas irrefutáveis (Mt 28:1-10; Mc 16:1-10; Lc 24:1-12; Jo 20:1-10). Era importante que Ele fosse para o céu. Se não fosse assim, o Consolador não viria até nós (Jo 16:7), tal como aconteceu logo a seguir no dia de Pentecostes (At 2:20-21). Mas Ele foi para junto de DEUS Pai, enviando-nos assim o Espírito Santo para estar connosco e nos orientar na nossa caminhada Cristã neste pervertido, cruel e injusto mundo. 

O Senhor Jesus Cristo foi para o céu, mas não nos deixou órfãos no mundo. “Não vos hei de deixar órfãos pois voltarei para junto de vós”, prometeu o nosso Salvador Jesus Cristo (Jo14:18). E assim foi. A referida promessa foi cumprida com a poderosa descida e habitação do Espírito Santo nas nossas vidas nos dias de Pentecostes (At 2:1-4). Temos o amparo permanente de DEUS, através do Espírito Santo, que impossibilita completamente o diabo de ter qualquer tipo de domínio sobre a nossa vida ou, porventura, de ter a possibilidade de nos destruir. Da mesma sorte que o diabo não tem nenhum poder sobre o Senhor Jesus Cristo, assim também não tem qualquer tipo de poder sobre nós – que somos amados e eleitos filhos de DEUS para a salvação antes da fundação do mundo (Ef 1:4-5; 2 Tm 1:9-10; 1 Ts 1:4; 2 Ts 2:13; Jo 15:17; Rm 8:29-30). 

Por estarmos inteiramente revestidos da presença permanente do Espírito Santo em nós, e com a armadura de DEUS (Ef 6:1-18), não estamos sozinhos no mundo. Não estamos desprotegidos e abandonados. Não estamos solitários nem órfãos (Jo 14:18), antes pelo contrário, temos um Pai amoroso que cuida de nós em tudo o que realmente precisamos para o nosso crescimento e vitória final. 

Sabemos que, pela experiência prática da vida, ficar órfãos dos pais é estar completamente desprotegido e vulnerável em todas as dimensões da vida, susceptível de infindáveis arbitrariedades e injustiças perante os terceiros, especialmente de ser presa fácil dos adversários. Os pais visam zelar pelos interesses legítimos dos filhos e protegê-los de qualquer tipo de tentação, ameaças e perigos em que estes incorrem, sobretudo ataques do inimigo. A orfandade é uma das piores desgraças humanas, acarretando prejuízos incalculáveis, que poderá acontecer a qualquer um. A pessoa perde uma importante cadeia de apoio incondicional, amor filial, o cuidado, a provisão e a protecção dos pais. Não sem razão costuma-se dizer popularmente que “quem tem mãe tem tudo. Quem não tem mãe não tem nada” (leia-se os pais, bem entendido). 

Por conseguinte, esta dura realidade não vai acontecer connosco, tal como ficou provado biblicamente supra. Em circunstâncias nenhumas, ficaremos órfãos aqui no mundo. O Todo-Poderoso DEUS é o nosso Pai Celestial que está nos céus para cuidar dos nossos legítimos interesses (Mt 6:9-13). Temo-Lo connosco, bem como o Senhor Jesus Cristo, e o Santo Espírito nas nossas vidas para nos habilitar a viver na graça, no amor, na santificação, no perdão, na segurança, na alegria, na paz, na reconciliação e na promessa da vida eterna. Somos salvos do pecado e do diabo para vivermos definitivamente no amor, na luz e na paz gloriosa do Senhor Jesus Cristo. A nossa vida transborda esta Divina paz, não obstante estarmos cercados pelo mundo hostil em permanentes guerras e pelos inimigos ferozes que nos querem, a todo o custo, destruir. 

Mesmo assim, não somos atingidos por estas setas incendiárias, armadilhas do diabo e dos seus agentes no mundo. Estamos completamente protegidos pela mão poderosa de DEUS, levando-nos a encarnar a paz no nosso testemunho de vida, mormente para todos aqueles que nos rodeiam que, infelizmente, ainda não abraçaram a graça salvífica do Senhor Jesus Cristo. 

Somos chamados a viver na paz de DEUS, fomentá-la, promovê-la e anunciá-la intrepidamente pelo mundo perdido em constantes guerras. Esta maravilhosa paz somente o Senhor Jesus Cristo pode graciosamente conferir, mediante o Espírito Santo. O mundo, em circunstância alguma, pode oferecer a verdadeira paz. Só se oferece aquilo que realmente se tem. O mundo não dispõe da paz do SENHOR, porque a sua natureza é conflituosa, má e pecaminosa. 

Ora, quem é pecaminoso vive deliberadamente em escândalos, ofensas e guerras intermináveis com ela e com tudo à sua volta. Só tem estas abominações para oferecer. A paz do mundo é arbitrária nos seus propósitos e fins. É frágil e despida de consistência no curso do tempo. É ainda tendenciosa é precária. E, por fim, é uma paz parcial, putrefacta, violenta e maligna: uma autêntica adulteração da verdadeira paz, pois de paz não tem certamente nada. Mundo está inteiramente despido da paz e vive completamente alheio com a sua efectivação. 

Concordo na íntegra com as sábias e inspiradoras palavras de D. A. Carson, citado por Hernandes Dias Lopes no seu comentário expositivo do Evangelho segundo João: “o mundo não tem o poder de dar paz. Há tanto ódio, egoísmo, amargura, malícia, ansiedade e medo que toda tentativa na direção da paz é rapidamente submergida. A paz de Cristo é alegria inefável no meio da luta. E a presença sobrenatural na fornalha. É a proteção segura na cova dos leões. É a coragem inabalável no vale da morte. A paz de Cristo é a paz que defende nosso coração e nossa mente da invasão da ansiedade”. 

Mesmo que estejamos a viver todas estas vicissitudes, contradições e contrariedades nas nossas vidas, inclusive passar pelo “vale da sobra da morte” (Sl 23:4), continuaremos a ter holisticamente a paz do Espírito Santo de DEUS para nos proteger, apoiar, guiar, consolar, fortificar, edificar, abençoar e conduzir para as Bem-aventuranças Eternas (Mt 5:1-12). 

Cabe, por isso, a cada um nós, com carácter de urgência, disponibilizar-se em aceitar graciosamente esta maravilhosa e Divina paz do Senhor Jesus Cristo. Só assim, estaremos capacitados para viver plenamente na paz e, deste modo, integrar definitivamente o Reino eterno do Senhor e Salvador Jesus Cristo. Que assim seja. E assim sempre será pela fé no nosso Todo-Poderoso DEUS. 

A Astúcia da Mentira e a Inversão da Verdade

A mentira é algo perigosíssima e com extraordinária capacidade para infringir golpes duros e significativos à verdade. A mentira é mais habilidosa, em termos negativos e perversos, para subverter momentaneamente a percepção da verdade e daquilo que é realmente a verdade dos factos. A mentira, por ser completamente habilidosa, anda sempre com a manipulação, intriga, chantagem, desonestidade, falsidade, locupletação, traição e toda a sorte de malignidade. A mentira é do diabo e de todos aqueles que vivem deliberadamente no pecado. 

O que nós temos estado a assistir ao longo de todos estes anos da arbitrária invasão russa na Ucrânia não passa de uma astúcia da mentira que visa, em última instância, através da propaganda sorrateiramente enganosa, chamar o mal de bem e o bem de mal; de considerar o agressor de vítima e de vítima o agressor; de desresponsabilizar inteiramente a Rússia na macabra guerra que este iniciou e culpar unicamente a Ucrânia pela sua invasão. Esta tautológica e ardilosa narrativa tem recebido um amplo e favorável acolhimento na sociedade russa, em certas partes do mundo, na parcela dos países do Ocidente e também na nossa sociedade. Basta estarmos atentos e sintonizados com os media para rapidamente chegarmos esta lamentável conclusão. 

Esta infundada e mentirosa narrativa ganhou ainda proporções preocupantes desde que a actual administração americana tomou o poder nos EUA. A bitola seguida, até à exaustão, pelo novo inquilino da Casa Branca e a sua administração, proliferando sem pejo que o presidente ucraniano não quer a paz e que este só quer lutar a todo o custo, bem como considerando-o reiteradamente de ingrato, inclusive chamando-lhe pejorativamente de ditador. O mais absurdo e completamente injusto de toda esta narrativa foi tentar, de forma prepotente e despudorada, sem dó e humanismo, humilhar publicamente o presidente ucraniano na sexta-feira passada na sala oval dos EUA (LER) e suspender ontem a essencial ajuda militar americana à Ucrânia (LER)

Toda esta lamentável situação só vem reforçar esta mentirosa narrativa pró-Kremlin, confirmando assim a astúcia da mentira e como esta tenta sempre disseminar-se para encobrir a verdade. A pertinente questão que devemos todos colocar é a seguinte: por que razão a actual administração está a colocar toda a pressão e o ónus da paz unicamente na Ucrânia, ilibando a Rússia? Porque é que, segundo o presidente americano, o sanguinário presidente russo é confiável e o presidente ucraniano é um factor de obstáculo à paz? Quem violou o Direito Internacional com esta guerra: a Rússia ou a Ucrânia? Se a Rússia é um país agressor, por que razão ela tem de ser premiada com a anexação de todos os territórios que actualmente ocupa, de forma violenta e ilegal, na Ucrânia? Porventura, há mais países ou cidadãos por este mundo fora mais preocupados que haja realmente paz na Ucrânia do que propriamente o próprio bombardeado povo ucraniano? Que garantias de segurança a Ucrânia terá no futuro que não voltará a ser invadida pela Rússia, tal como tem acontecido ciclicamente nesta última década? 

As sinceras respostas destas pertinentes perguntas formuladas levam-nos a concluir indubitavelmente quem verdadeiramente está de boa-fé ou má-fé nesta fatídica história da invasão russa da Ucrânia. Sabemos que a mentira é ardilosa e convincente na mente de muitas pessoas que não estão minimamente comprometidas com a verdade. No entanto, por mais que possa camuflar por muito tempo, a mentira jamais se poderá sobrepor à verdade ou vencê-la. A verdade, no seu devido tempo, sempre triunfará sobre a mentira com todas as suas maldades, etc. 

Desde o primeiro dia que a Rússia invadiu a Ucrânia que estou solidariamente com a causa ucraniana. Estou a apoiar a Ucrânia contra o jugo opressor russo. Fi-lo por uma questão meramente de bom senso, de justiça social e de verdade. A dor da Ucrânia é também a nossa dor. É a dor de todos aqueles que procuram viver em paz, tranquilidade, democracia e solidariedade. É a dor, acima de tudo, da Humanidade (LER)

Uma Guerra Pode Ser Considerada Justa?

Este foi também o tema do título do artigo de opinião que escrevemos há um ano para o jornal português Observador, a propósito da bárbara invasão da Ucrânia pela Rússia. Sentimo-nos novamente compelidos no bom sentido do termo para escrevermos sobre este mesmo pertinente tema, tendo conta a difícil, conturbada, polvorosa, explosiva e perigosa situação a que estamos a viver neste momento no mundo inteiro. 

O mundo em que vivemos está cheio de conflitos. Não precisamos de estar plenamente sintonizados com a realidade político-internacional para disso nos apercebermos. Basta constatarmos os alarmantes sinais que nos vão chegando, de perto e de longe, através dos media, para compreendermos que, de facto, vivemos num mundo bastante hostil e belicoso. Há, cada vez mais, abominações que proliferam de forma galopante no nosso mundo dito pós-moderno, fruto da mundividência jacobina e libertária que obstam o seu avanço saudável, somando ainda os radicalismos extremos tanto de direita como de esquerda, conduzindo-o para um caos absoluto e o fim apocalíptico – por causa desta postura belicosa do Homem. 

A guerra a que estamos a referir aqui é no sentido stricto sensu, isto é, do conflito armado entre os Estados ou no caso da designada guerra civil, que envolve mortes de pessoas e destruição em massa. Obviamente que este artigo não é inocente, tendo em conta a proliferação de guerras a que estamos neste momento a assistir pelo mundo inteiro, sobretudo a guerra entre o Hamas e Israel, extensível também a Palestina e o Líbano, bem como o conflito armado entre Azerbaijão e a Armênia em Nagorno-Karabakh, guerra entre a Rússia e a Ucrânia. E também a guerra civil na Síria, no Iraque, no Iêmen, na República do Congo, na Etiópia, no Camarões, no Mianmar, no Afeganistão, somando ainda as guerras do jihadismo islâmico em África, nomeadamente no Mali, na República Centro Africana, no Sudão, no Níger, na Nigéria, no Burkina Faso, na Somália e no Moçambique, etc. 

A pertinente pergunta que se coloca é: será que podemos considerar uma guerra como sendo justa? Eis a grande questão que nos interpela. Vamos tentar responder esta pergunta em duas dimensões: primeiro, numa dimensão secular e depois numa dimensão teológico-Cristã. 

Começando a nossa reflexão numa perpectiva secular, importa salientar que na doutrina do Direito Internacional há um unanime consenso a favor do conceito da guerra justa, fruto de influência do pensamento de Santo Agostinho, John Locke, Hugo Grócio, Francisco Suares e Francisco Vitória. Para estes conceituados autores mundial, que marcaram profundamente a nossa história da política internacional, a guerra justa serve para “vingar o mal, quando um Estado tem que ser atacado pela sua negligência em reparar males cometidos pelos seus cidadãos, ou em restaurar aquilo que por maldade lhe foi retirado”. As guerras justas, sustentam ainda estes ilustres pensadores, podem incluir guerras por motivos de segurança, guerras para vingar o mal, ou guerras declaradas a países que recusam a passagem a outros”. 

Por influência destes conhecidos autores, a Carta das Nações Unidas de 1945 adoptou na íntegra este postulado doutrinário, habilitando o Conselho de Segurança a recorrer ao uso da força, isto é, a implementar a acção armada contra qualquer país em caso de ameaça à paz, ruptura da paz e acto de agressão. Quanto aos Estados membros da Organização das Nações Unidas (ONU), a Carta consente o uso da força pelos Estados membros em apenas duas circunstâncias: 1): em caso da legítima defesa, individual ou colectiva (nos termos do artigo quinquagésimo primeiro); 2) em caso de assistência às próprias Nações Unidas (art.2.5), como a participação em acções por elas levadas a cabo ao abrigo do capítulo sétimo ou noutras, a título excepcional (as operações de paz e de ingerência humanitária, por elas determinadas ou admitidas). 

Do ponto de vista secular, sem grandes surpresas, há uma total convergência e apoio mundial dos países na defesa do conceito da Guerra Justa, contando que a referida guerra preencha os requisitos legais exigidos e estabelecidos na Carta das Nações Unidas e respeitar, igualmente, O Direito Internacional Humanitário, conhecido como “o direito da guerra” ou “o direito dos conflitos armados”, regimentado na Convenção de Genebra. No artigo três, desta mesma convenção, por todos os artigos, diz expressamente: “as pessoas que não tomem parte directamente nas hostilidades, incluindo os membros das forças armadas que tenham deposto as armas e as pessoas que tenham sido postas fora de combate por doença, ferimentos, detenção, ou por qualquer outra causa, serão, em todas as circunstâncias, tratadas com humanidade, sem nenhuma distinção de carácter desfavorável baseada na raça, cor, religião ou crença, sexo, nascimento ou fortuna, ou qualquer outro critério análogo” (art.º 3:1). 

Para este efeito, são e manter-se-ão proibidas, em qualquer ocasião e lugar, relativamente às pessoas acima mencionadas: (alínea a) As ofensas contra a vida e a integridade física, especialmente o homicídio sob todas as formas, mutilações, tratamentos cruéis, torturas e suplícios;  b) A tomada de reféns;  c) As ofensas à dignidade das pessoas, especialmente os tratamentos humilhantes e degradantes; d) As condenações proferidas e as execuções efectuadas sem prévio julgamento, realizado por um tribunal regularmente constituído, que ofereça todas as garantias judiciais reconhecidas como indispensáveis pelos povos civilizados. 

O número dois ainda do artigo três termina desta forma: “os feridos e doentes serão recolhidos e tratados. Um organismo humanitário imparcial, como a Comissão Internacional da Cruz Vermelha, poderá oferecer os seus serviços às partes no conflito. As Partes no conflito esforçar-se-ão também por pôr em vigor, por meio de acordos especiais, todas ou parte das restantes disposições da presente Convenção. A aplicação das disposições precedentes não afectará o estatuto jurídico das Partes no conflito”. 

Por outras palavras, a Convenção de Genebra estabelece as regras no período de guerra, especialmente as de proteger os civis, os seus direitos e bens na decorrência do conflito armado no âmbito de Direito Internacional Humanitário. Neste ponto não há qualquer tipo de dúvidas. Estamos entendidos nesta abordagem secular. 

O Meu Coração Está Com o Sofrido Povo Palestiniano

Eu, Térsio Vieira, e mais duas crianças palestinianas na cidade de Hebrom, Cisjordânia, em Março de 2013.       


É com o coração dilacerado que tenho estado a acompanhar os bombardeamentos indiscriminados na Faixa de Gaza pelas tropas israelitas, vitimando milhares dos inocentes, sob pretexto de “eliminar” completamente os terroristas do Hamas. O mal não se combate praticando um outro mal. O mal combate-se com o bem. 

É verdade que nada justificava os atentados macabros do Hamas perpetuado no dia 07 de Outubro do ano passado no território israelita, que ceifou vidas de inúmeros inofensivos judeus e de outras nacionalidades (LER). É verdade que este acto ignóbil, bárbaro e deliberado do Hamas configura um flagrante desrespeito pela vida humana (LER). É verdade ainda que Israel, à luz do Direito Internacional, tinha todo o direito de se defender por legítima defesa pelo traiçoeiro e sanguinário ataque que sofreu por parte dos terroristas do Hamas (LER)

No entanto, esta legítima defesa não pode esvaziar o Direito Internacional Humanitário contemplado na Convenção de Genebra e, muito menos, a legitima defesa ser manifestamente desproporcional com a agressão sofrida. A verdade é que, desde início da invasão da Faixa de Gaza, as autoridades israelitas não têm respeitado estes postulados axiológicos da Carta das Nações Unidas, optando por via de confrontação da Comunidade Internacional, não obstante os reiterados apelos e pressões constantes dos países para que Israel protegesse os civis palestinianos, sobretudo que cessasse o conflito armado, e negociasse a libertação dos seus reféns que estão ainda nas mãos dos terroristas do Hamas. 

Da mesma forma que não hesitei em condenar o hediondo acto do Hamas para com Israel, também não deixarei de condenar a mortandade promovida pelas autoridades israelitas nos territórios palestinianos. Estão a matar, de forma indiscriminada e sem piedade, os palestinianos. Não podemos fechar os olhos com as chocantes imagens que nos chegam todos os dias da Faixa de Gaza. Estão a morrer civis inocentes que não mereciam morrer. A começar, desde logo, por bebés, doentes, mulheres, idosos, mulheres e homens. São seres humanos como nós, independentemente das suas origens e crenças. É imprescindível, com carácter de urgência, terminar com este desumano derramamento de sangue, libertar os reféns israelitas e negociar a paz para o bem-estar de todos. Todo o povo palestiniano não pode ser esmagado pela barbaridade do Hamas. É uma questão de bom senso e da razoabilidade, ou melhor, é uma questão do humanismo e humanidade. 

Sou, tal como oportunamente manifestei aqui publicamente, um convicto sionista (LER). Rejeito qualquer tipo de antissemitismo. Julgo que Israel merece ser protegido contra os hostis países do Médio Oriente que, a todo o custo, querem a sua aniquilação total. Há um ódio declarado dos países circunvizinhos para com Israel o que, em circunstância nenhuma, não posso subscrever. Agora, uma coisa é ser pró-Israel. Outra coisa, e bem diferente, é apoiar cegamente Israel, mesmo quando não está certo. Sim, sou defensor acérrimo de Israel, mas muito mais defensor da Verdade, pois só a Verdade libertar-nos-á, já dizia o Senhor Jesus Cristo (Jo 8:32). E a única e exequível verdade neste momento é a de Israel cessar a guerra e negociar um cordo de paz, com vista a formação do estado palestiniano.  Sou apologista da existência do estado palestiniano, sobretudo no que toca à sua coexistência pacífica com o estado hebreu, sem este contudo abdicar da parte dos territórios que actualmente ocupa, especialmente na cidade de Jerusalém. 

Visitei Israel e Palestina alguns anos atrás onde constatei in loco as tremendas rivalidades existentes e existenciais entre ambos, mormente o manifesto ódio que os dois povos nutrem um pelo outro (LER). Marcou-me profundamente a mundividência e idiossincrasias tanto dos judeus como dos palestinianos (LER). Estes estão completamente desprovidos dos elementos básicos de sobrevivência, vivendo num limiar da pobreza aviltante que não deixa qualquer pessoa indiferente. Foi neste contexto humilde que conheci pessoas fantásticas que abençoaram a minha vida e das pessoas que estavam comigo na viagem. Lembro-me, particularmente, da família Cristã Abu Sa'id que foi muito acolhedor, cordial e simpático connosco durante a nossa estadia na Cisjordânia. 

Há ainda, tal como a família Abu Sa'id, milhares de Cristãos palestinianos que estão neste momento a sofrer com efeitos colaterais e nefastos da guerra na Faixa de Gaza. O meu coração está com o sofrido povo palestiniano em geral, especialmente com estes nossos irmãos na fé Cristã que certamente alguns já perderam a vida e outros os seus ente-queridos. Que o nosso Todo-Poderoso DEUS console as almas destas pessoas e renove as suas esperanças unicamente Nele, principalmente que faça terminar a guerra e restaure definitivamente a paz para o bem-estar dos dois povos vizinhos. Que assim seja. 

A Sangrenta Guerra da Rússia na Ucrânia


Partilho aqui este curto podcast que gravei sobre a barbaridade da Rússia na Ucrânia. Faz hoje dois anos que a Rússia invadiu militarmente a Ucrânia, deixando um rasto de mortandade assustadora e destruição incalculáveis. Dois anos de propagação de falsas narrativas pró-Kremlin, de bombardeamentos indiscriminados e de reiteradas execuções sumárias por parte do mortífero regime russo. Dois anos onde impera desumanamente o ódio, o abuso, o terror e a carnificina. A Rússia escolheu o pior caminho de todos – o caminho da guerra. A guerra que vai dizimando todos os dias vidas de inúmeros inocentes, fazendo com que os filhos ficassem órfãos dos seus pais e estes perdessem os seus filhos. Há milhares de famílias completamente desfeitas e destruídas por perderam injustamente os seus entes queridos numa guerra sangrenta e sem qualquer tipo de sentido. 

A dor da Ucrânia é também a nossa dor. É a dor de todos aqueles que procuram viver em paz, tranquilidade, solidariedade e o amor. É a dor dos defensores dos ideais do direito e da justiça entre os seres humanos. É a dor, acima de tudo, do Humanismo e da Humanidade (OUVIR)

As Fundamentais Razões Para Não Apoiar Uma Guerra Armada


Nesta segunda abordagem do meu podcast, procurei analisar a posição doutrinária dos Cristãos sobre o conflito armado e, por fim, dei a minha humilde opinião.  Sou inteiramente contra a guerra e também contra a denominada “guerra justa”, independentemente da sua justificação legal, política, económica, moral e ética. 

Considero que qualquer tipo de guerra está sempre subjacente às forças do mal. A guerra, seja justa ou não, é do Diabo e dos seus agentes no mundo inteiro. A guerra é uma coisa bruta, sangrenta, horrorosa e macabra. Ela é inequivocamente maléfica, injusta, trágica e diabólica. Com a guerra morrem inúmeras pessoas, sobretudo pessoas inofensivas e inocentes. 

O Conflito Armado à Luz do Direito Internacional


O mundo em que vivemos está cheio de conflitos e de infindáveis guerras. Vemos guerras em todo o lado, circunscrições, dimensões e relacionamentos.  E estas guerras acabam sempre por criar ainda mais o abismo de separação entre pessoas, povos e países em geral, ceifando vidas de milhares e milhões de pessoas em todo o mundo, deixando um rasto de destruição incalculáveis. 

A pertinente questão que se coloca é: podemos considerar uma guerra como sendo justa? Eis a grande questão que nos interpela, que procurei humildemente responder neste podcast à luz do Direito Internacional. 

O Ódio Declarado Entre os Judeus e Palestinianos


O conflito israelo-palestiniano vai muito além do que um mero reconhecimento e a formação de dois estados na Terra Santa. É um problema de visceral ódio declarado entre ambos os povos, sobretudo dos palestinianos para com os israelitas, que vai germinando em sucessivos conflitos violentos e com perdas infindáveis de vidas humanas nos dois lados da barricada. Os judeus detestam completamente os palestinianos e os palestinianos, por sua vez, odeiam manifestamente os judeus – por causa das significativas conquistas territoriais que estes alcançaram com as sucessivas intifadas ao longo das décadas e, concomitantemente, a sua intransigente política de colonatos na Cisjordânia, tendo em conta o falhanço do acordo de paz que foi assinada em 1993 no famoso “Acordos de Oslo”. 

A meu ver a fundação do estado palestiniano é uma questão meramente secundária neste momento. Ela não é propriamente crucial e determinante na resolução cabal do conflito em questão, diferentemente da visão tautológica e equivocada propalada pelos vários analistas e comentadores políticos. Desde 1993, até à data presente, houve uma mutação significativa no diferendo em torno da disputa territorial entre os judeus e palestinianos na Terra Santa. 

Admitamos até que o cerne do problema seja apenas a criação do estado palestiniano e a sua coexistência pacifica com Israel, tal como é defendido pela generalidade dos países e pelas Nações Unidas em particular: com que critérios tal se efectivaria? Quem ficaria com os lugares sagrados que são essencialmente afectos aos dois povos? A cidade de Jerusalém seria de quem, afinal? Israel, em circunstância alguma, abdicará do controlo pleno de Jerusalém e de considerá-la o seu capital político. Da mesma sorte, a Palestina jamais aceitará ser um país sem, no mínimo, poder contar com Jerusalém como sendo o seu capital político. Aliás, por causa da partilha de Jerusalém firmada nos Acordos de Oslo fizeram com que Yitzhak Rabin, o então Primeiro-ministro de Israel, foi friamente assassinado no ano seguinte por um extremista judeu. 

O grande impasse para formação do estado palestiniano tem a ver mormente com a disputa territorial de Jerusalém por ambos os povos. A cidade de Jerusalém representa tanto para os judeus como para os palestinianos. A resolução das Nações Unidas, que é acolhida por um leque de países, considera Jerusalém como neutra, ou seja, de ninguém, podendo simultaneamente ser partilhada pelos judeus e palestinianos, salvaguardando a liberdade de culto para a três religiões monoteístas, nomeadamente os judeus, Cristãos e islâmicos. No entanto, há muito tempo que esta posição das Nações Unidas não é bem acolhida pelas partes beligerantes, que reclamam exclusivamente o controlo efectivo da Cidade Santa. 

Por razões de força política, diplomática e armada, Israel tem conseguido manter em sua posse o domínio completo de Jerusalém. As coisas complicaram ainda mais por parte dos palestinianos quando administração americana decidiu em 2017 transferir a sua embaixada de Telavive para Jerusalém, reconhecendo assim unilateralmente Israel como sendo o dono peculiar da Cidade Santa. Uma decisão, igualmente, seguida por numerosos países aliados dos EUA, reduzindo cada vez mais a influência dos palestinianos na mítica cidade. 

Estive há dez anos no Médio Oriente, concretamente em Israel e nos territórios palestinianos, procurando inteirar-me da melhor forma possível do diferendo entre as disputas territoriais entre os judeus e palestinianos. A conclusão a que cheguei é que jamais haverá, aos olhos humanos, a tão almejada paz entre os israelitas e os palestinianos. 

Há muitos factores que concorrem e convergem para obstar significativamente ao entendimento entre os dois povos, nomeadamente a diferença ideológico-política, o fundamentalismo religioso que caracterizam ambos os povos, o preconceito generalizado e a conotação negativa que cada um tem do outro. São factores determinantes e desestabilizadores na consolidação do processo de paz naquele conturbado território do mundo. 

O Terrorismo Macabro do Hamas

O catástrofe humanitário que se vive neste momento em Israel e na Faixa de Gaza é da inteira responsabilidade dos terroristas do Hamas. Milhares de pessoas que perderam a vida são da inteira responsabilidade do Hamas. Esta monstruosa guerra foi provocada unilateralmente pelo Hamas. O Hamas que é o agressor neste sangrento conflito e Israel é a vítima. Foi o Hamas que atacou violentamente Israel, matando de forma macabra as crianças, os jovens, os idosos, as mulheres, os homens e os civis em particular. É o Hamas que carregará sangue de todas estas vidas perdidas – inutilmente – e das que ainda vão certamente morrer ao longo deste conflito armado de ambos os lados. 

O Hamas é um grupo fundamentalista, extremista e terrorista, que não valoriza o primado da vida humana. Não tem valores da civilização e da civilidade. Vive promovendo o ódio, a guerra, o terror e o derramamento do sangue. Tanto que, por esta razão, assim que teve a oportunidade pelo descuido dos serviços secretos de Israel, não hesitou em empregar os métodos mais hediondos para fazer valer a sua pretensão. Em consequência disso, disparou, decapitou e queimou friamente pessoas inofensivas, sobretudo as pobres criancinhas judias, deixando um horripilante rasto de destruição sem precedentes em Israel. Milhares de pessoas foram barbaramente mortas, sem dó nem piedade, apenas por serem sionistas. 

O despoletar desta guerra é da exclusiva responsabilidade do Hamas, independentemente da convicção a que cada um de nós possa ter sobre a já longa crise israelo-palestiniana. Se não fosse este cruento ataque premeditado do Hamas não estaríamos agora assistir as chocantes imagens de massacres dos civis, bombardeamentos indiscriminados, destruições de várias ordens e de mortandade em larga escala, que nos deixam completamente impotentes perante tais tamanhas devastações. O Hamas, sem qualquer tipo de dúvida ou justificação, para grande tristeza nossa, é o único culpado por toda esta tragédia humanitária. 

Um Ano de Barbárie Russa na Ucrânia


Faz hoje um ano que a Rússia invadiu militarmente a Ucrânia, deixando um rasto de mortandade assustadora e destruição incalculáveis. Um ano de propagação de falsas narrativas pró-Kremlin, de bombardeamentos indiscriminados e de reiteradas execuções sumárias por parte do implacável regime russo. Um ano onde impera desumanamente o ódio, o abuso, o terror e a carnificina. A Rússia escolheu o pior caminho de todos – a guerra. A guerra que vai dizimando todos os dias vidas de inúmeros inocentes, fazendo com que os filhos ficassem órfãos dos seus pais e estes perdessem os seus filhos. Há milhares de famílias completamente desfeitas e destruídas por perderam injustamente os seus entes queridos numa guerra sangrenta e sem qualquer tipo de sentido. 

A Rússia é o responsável número um pela tragédia humana que se vive na Ucrânia, sobretudo por todas as perdas registadas até à data presente. Foi a Rússia que arbitrariamente invadiu um país soberano, contrariando todas as disposições internacionais, especialmente a Carta das Nações Unidas e o Direito Internacional (LER). Foi a Rússia que despoticamente anexou territórios ucranianos, seguindo a mesma bitola maquiavélica que outrora empregou com a anexação ilegal da Crimeia em 2014. É a Rússia que diariamente bombardeia as cidades ucranianas à vista de todo o mundo, matando indiscriminadamente crianças, idosos, mulheres, homens e destruindo as infraestruturas importantes da Ucrânia. É ainda a Rússia no seu revisionismo histórico que tenta, a todo o custo, pela via da força armada, delimitar as novas fronteiras europeias (vede o caos que instalou na Geórgia e na Moldávia). É a mesma Rússia que está a cometer os hediondos crimes contra a Humanidade na Ucrânia perante os olhos impotentes de toda a Comunidade Internacional. 

Custa tanto assim interiorizar estas manifestas verdades e reconhecê-las na prática? Custa tanto assim admitir que há um país violado na sua soberania e que está a lutar unicamente pela sua sobrevivência? Custa assim tanto aceitar que a culpa de toda esta tragédia que se vive na Ucrânia deve-se exclusivamente ao regime de Putin? Custa assim tanto reconhecer que não há geopolítica ou geoestratégia que possam legitimar uma guerra armada? Custa assim tanto concluir que a guerra nunca deve ser solução para a resolução dos problemas? Custa assim tanto saber dissociar a invasão russa da Ucrânia de outras guerras injustas? Haja no mínimo bom senso e razoabilidade. Haja senso de justiça e de verdade. Haja, acima de tudo, humanismo e humanidade. 

É verdade que vivemos num mundo de trevas e com o aparente triunfo do mal sobre o bem. Um mundo onde impera desgraçadamente toda a sorte de violação, violência, injustiças e guerras. Aqueles que, a priori, triunfam nesta selva são os mais poderosos (LER). É verdade também que a mentira sempre quer ofuscar a verdade, tal como a realidade prática tem-nos indubitavelmente provado por inúmeras vezes. E a invasão russa na Ucrânia não é excepção a esta grande regra do apuramento, tendo em conta os falatórios tautológicos, descabidos e inúteis veiculados ao longo deste período para desresponsabilizar a Rússia da sua flagrante culpabilidade na guerra sangrenta que se trava na Ucrânia. No entanto, tenho a plena certeza que a mentira nunca triunfará sobre a verdade. A verdade sempre prevalecerá acima de qualquer tipo de mentira, falsidade, injustiça, guerra ou mortandade. Cedo ou tarde a verdade prevalecerá. 

Desde o primeiro dia que a Rússia invadiu a Ucrânia que estou solidariamente com a causa ucraniana. Estou a apoiar a Ucrânia contra o jugo opressor russo. Fi-lo por uma questão meramente de bom senso, de justiça social e de verdade. Isto porque acredito piamente nos valores da liberdade, da tolerância, da democracia, da autodeterminação e da paz. Não pactuo com a mentira, o abuso, a guerra e o derramamento de sangue (LER). Apoiar a causa ucraniana é distanciar-se completamente de tais malignidades e abraçar os elevados princípios e valores humano-sociais contra o despeito da autocracia, da ganância do poder, do terror e da guerra.  

A dor da Ucrânia é também a nossa dor. É a dor de todos aqueles que procuram viver em paz, tranquilidade e solidariedade. É a dor, acima de tudo, da Humanidade.